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A mobilização comunitária sobrevive à crise

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Jaime Spitzcovsky (à esq.) ao lado de Bernardo Griner, Maya T. Chvaicer e Alberto Zilberman

O Grupo G´s do Fundo Comunitário Rio recebeu, no último dia 14 de agosto, o jornalista Jaime Spitzcovsky,  na residência do casal Moysés e Clara Spilberg.

O tema do encontro, que reuniu cerca de 70 pessoas, foi “Oriente Médio: crise sem fim?” onde o jornalista fez uma abordagem cronológica dos conflitos nesta região, partindo da atual operação militar israelense “Margem Protetora” e retrocedendo até a guerra do Suez em 1956.

De acordo com Jaime Spitzcovsky, Israel enfrentou até 1973 guerras simétricas, ou seja, país contra país com forças armadas dos dois lados e da mesma natureza, saindo vencedor e fortalecido como Estado constituído.

Na Primeira Intifada, em 1987, quando jovens palestinos atiraram paus e pedras contra os militares israelenses, começou o ciclo das guerras assimétricas, onde Israel não luta mais contra um país e sim contra grupos terroristas de natureza militar distintas.

A lógica desta constatação se baseia no fato de que após a última vitória de Israel em 1973, a derrota militar deixa de ser uma opção para os nossos adversários, que transferem suas ações para a guerra do desgaste de imagem.

A vitória midiática passa a ser a principal estratégia e, além disso, a onda de terrorismo  impõe riscos à segurança da população israelense, provocando reações internas e externas a Israel.

Concluindo, o jornalista alertou quanto a tendência de um boicote a Israel e lembrou  a resolução 3379 da Assembleia Geral das Nações Unidas,votada em 1975 considerando o sionismo uma forma de racismo.

“O boicote a Israel é iminente na Europa e nos Estados Unidos, porém ainda não chegou ao Brasil apesar de sermos um país muito frágil sob este aspecto. Querem isolar Israel no cenário mundial”, disse.

Jaime Spitzcovsky encerrou sua palestra convocando a comunidade judaica para uma mobilização constante e não apenas nos momentos de crise. “Plantar na calmaria para colher na crise”, concluiu.

 

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