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Claudio Frischtak traça panorama mundial da Economia a partir de 2015

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Claudio Frischtak com a diretoria do Fundo Comunitário do Rio de Janeiro

O economista Claudio Frischtak, Presidente da Inter.B – Consultoria Internacional de Negócios e Diretor para Moçambique do International Growth Center, abriu, na última quarta feira (27/05), a série de encontros exclusivos promovidos pelo Grupo G´s, do Fundo Comunitário do Rio de Janeiro. Frischtak, que atuou na área de indústria e energia do Banco Mundial (1984-91), falou para um seleto grupo de ativistas e contribuintes convidados para um café da manhã, realizado no Centro de Convenções do Leblon Corporate.

Vice-presidente do Fundo Comunitário do Rio de Janeiro, José Luís Messer abriu o encontro agradecendo a participação de todos e apresentando um filme que mostra o aumento da aliá, especialmente da Europa, destacando França e Ucrânia, e que tem merecido atenção especial entre os demais projetos sociais do Fundo Comunitário/Keren Hayesod.

Gabriel Stoliar, presidente do Grupo G´s, falou sobre a importância do trabalho desse grupo específico e fez um resumo do currículo deClaudio Frischtak, cujo tema da palestra foi: “Perspectivas Macroeconômicas:  visão global e cenários para o Brasil”.
Sob olhares atentos, Frischtak apresentou um panorama global da Economia começando pelos Estados Unidos que se encontra em processo de recuperação. “Com inflação no patamar de 0%, este país apresenta hoje um quadro de consolidação e solidez com crescimento da economia acima de seu potencial. Em termos de projeção, o momento é de otimismo a partir desse ano”, avaliou ele.

A União Europeia, de acordo com o economista, tem tido ganhos significativos na Bolsa, com consequente efeito de expansão no setor privado.  Segundo os dados por ele apresentados, Espanha e França lideram hoje o crescimento da economia na Europa, mas o grande problema nesse continente ainda é a taxa de desemprego entre jovens, o que deve ser resolvido a longo prazo.

A Grécia, segundo Frischtak, apesar das tentativas de convergir para uma agenda de reformas, ainda não conseguiu firmar as bases para as mesmas e uma nova crise deve bater às suas portas no inicio do mês de junho.  “Com sua credibilidade abalada após ter enganado os organismos internacionais, sua situação econômica é muito difícil e, se sair da zona do euro, como se especula, os gregos irão enfrentar um empobrecimento de 30 a 40%. Neste sentido, a dúvida é se vai ou não haver contágio nas economias da União Europeia e de outros países”, questiona Claudio.

Para o economista, o Japão cresce acima do potencial da sua economia, porém seu maior desafio é o envelhecimento e, por decorrência, estagnação da população economicamente ativa, o que poderia ser minimizado com a inclusão da mão de obra feminina, ainda muito subutilizada.

Entre os países em crescimento, Frischtak destacou a África Subsaariana, que está com alto potencial de crescimento e dentro de 20 a 30 anos será a “bola da vez”.

A China, na avaliação de Frischtak, apesar do grande endividamento corporativo, tem o aparato do Estado, com muitas reservas financeiras, que financia e redireciona a economia, uma vez que o povo chinês é muito disciplinado e poupador. Segundo ele, um grande fator positivo em sua economia é o “olhar para o futuro” com visão estratégica para os próximos 20 anos.
“A Índia em 2015 irá crescer mais do que a China”, anunciou o economista que destacou o alto grau tecnológico e de profissionalismo dos indianos aliado ao nacionalismo e o orgulho de pertencer a esse país. Para Frischtak, a Índia deve superar economicamente a China na próxima década, podendo virar o motor mundial da economia.

Fechando a palestra, o economista falou sobre o Brasil, situando-o “no fio da navalha”. Ele vislumbrou uma contração profunda da economia para os próximos dois anos e ressaltou que o governo de Dilma Rousseff, no primeiro mandato, provocou perda de credibilidade na economia, o que agora precisa ser recuperado.

Na avaliação de Frischtak, a escolha de Joaquim Levy para o ministério da economia em seu atual mandato representou um antagonismo total em relação à política econômica anterior e ainda é uma incógnita o que vai acontecer com o mercado brasileiro em 2015. “Devemos rezar para que Levy se mantenha no cargo para que o risco de uma crise econômica, que já estamos vivenciando, não fique ainda pior”, finalizou.
Ilan Goldman, presidente do Fundo Comunitário do Rio de Janeiro, encerrou o evento mencionando a fala de Frischtak sobre o orgulho dos indianos por seu país e a forma como trabalham por uma ação global, para fazer uma analogia com o povo judeu.
 “O povo judeu é ativo e propositivo, tem entre seus valores a ética, a moral e a priorização da educação. O Fundo Comunitário é uma Organização Não Governamental que trabalha em prol do Estado de Israel no sentido que este possa, cada vez mais, com mais estabilidade social, produzir tecnologia e inovação, e que estas sejam revertidas para todo o mundo”.