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Nossa história e nosso futuro se baseiam na solidariedade

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Por Isaac Benzaquen, rabino da sinagoga  Shel Guemilut Hassidim

A história judaica é, sabidamente,  a de uma jornada de luta pela sobrevivência e pela afirmação de sua identidade.  Desde os tempos bíblicos, foram incontáveis as perseguições sofridas por nossos ancestrais e irmãos,  contrapostas  sempre pela resistência de nossa fé e o apego a D-us e a nossas tradições.  A própria existência de Israel, bem como a do povo judeu, é um milagre, lembrado com precisão na curta afirmação de Ben Gurion, o velho primeiro-ministro: “Ser realista em Israel é acreditar em milagres”.

A palavra Israel é formada por cinco letras: yod, sin, resh, aleph, lamed.  Vejam: yod é a primeira letra de Yitzhak e de Yaakov; sin, de Sara; resh, de Rivka e Raquel; aleph de Abraão e lamed de Lea.  Aí estão todos os patriarcas e matriarcas.  “Shlosha, mi yodea, arba, mi yodea?  Shlosha avot vê arba imaot” – os três pais e as quatro mães, fundadores de nosso povo e moldadores de nosso caráter, formam juntos a palavra Israel.

Por isso, ser judeu é considerar-se descendente dos patriarcas e discípulo dos profetas, constituir parte de um povo talhado para “ser a luz entre as nações”.  É preocupar-se com o bem-estar de judeus em outras terras e sentir-se perseguido quando um judeu é discriminado em qualquer lugar do mundo.  É alegrar-se com as notícias de Israel, quando boas, e entristecer-se, quando elas são ruins.  É encarar o futuro com otimismo, querendo que o judaísmo seja transmitido por seus filhos aos filhos deles e, sucessivamente, às gerações futuras.

Os sefaradim, em particular, sofreram perseguições muito fortes, não apenas na Inquisição e no Holocausto, mas, mais recentemente, nos países árabes, os quais fecharam as portas ao futuro de nossas comunidades há muito ali estabelecidas.  Isso acende a chama da solidariedade entre nós, implicando o dever de ajudar Israel de todas as formas, com trabalho, monetariamente inclusive, pois ali estão nossos irmãos mais próximos e os outros que ajudaram a transformar este pequeno país numa grande nação, fonte de inspiração, proteção e abrigo para os judeus de todo o mundo.

Nossa sinagoga é a pioneira, a mais antiga no Rio de Janeiro.  Isso coloca à comunidade sefaradi o compromisso de estar à frente das campanhas humanitárias e de solidariedade com os judeus de todo o mundo e, especialmente, de Israel.  O Fundo Comunitário lhe oferece a oportunidade de fazer parte dessa corrente, mantendo viva e acesa a tocha da devoção à tradição judaica e do amor a Medinat Israel.

Cabe ao Fundo Comunitário levantar fundos para ajudar os projetos na terra de Israel.  O futuro do povo judeu repousa no que fizermos com a nossa história, com a nossa memória.  Repousa na solidariedade e na cooperação, na capacitação das instituições que trabalham em prol da consolidação de Israel.  Parafraseando o quarto presidente do Fundo (KKL), Menachen Ussikin, “não é o doador que está doando para o Fundo, mas sim, o Fundo é que dá ao doador…um chão para seus pés e um ideal divino”.

Se você ainda não faz parte dessa corrente de ajuda, é hora de cumprir com a mitzvá Ajude Israel.  Entre em contato com o Fundo Comunitário.

Lembre-se da saga dos judeus por milênios e seja um doador do Fundo Comunitário !

 

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