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O que faz um judeu da diáspora não ajudar Israel?

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“Sou Sheila Chor, ex-presidente do Grupo Leão de Judá do Fundo Comunitário do Rio de Janeiro. O judaísmo para mim vai além de uma religião. Somos um único povo espalhado pelo mundo inteiro. Filhos de Abraão e Sarah.

Quando era jovem, meus pais, toda  vez que podiam, nos levavam a Israel. Não a Disney. A Israel. Temos muitos parentes lá e pude vivenciar o que era a realidade israelense durante quarenta e cinco anos.

Vivenciei o significado do exército para os meus primos e seus colegas jovens.

Tinham suas vidas interrompidas para servir a um exército onde as guerras eram iminentes e constantes. Poderiam perder suas vidas.

Numa dessas viagens, um amigo do meu primo, me questionou qual era o meu sentimento ao ver um jovem da minha idade tendo que ir para uma guerra lutar por um país que também era meu, enquanto eu ficava no meu país vivendo sem nenhum perigo. Podendo viver a minha juventude? Fiquei sem resposta!  Mas essa pergunta se tornou minha eterna companheira: minha consciência.

Escuto pessoas dizerem que são judias mas não tem nada a ver com Israel. Através dessas palavras demonstram a falta de conexão com sua própria religião.

Somos todos filhos de Israel! Então como não ter conexão com Israel?

Sobre outra ótica, enxergo nesse discurso uma tremenda covardia.  Ficam à vontade com o sacrifício do povo que vive em Israel e doam suas vidas para garantir a segurança de todos os judeus no mundo. Inclusive a do judeu que não tem conexão com Israel! Mas ACREDITEM, uma vez sua vida ficar em perigo, imediatamente passam a ter!

Nos conflitos atuais onde vigora o eterno objetivo, nesse caso sob o cognome de Hamas, de destruir Israel e exterminar os judeus do mundo, me pergunto:

O que faz um judeu da Diáspora não ajudar Israel?

A única resposta que encontro é a ignorância de não entender que se não existisse Israel, não estaria vivendo confortavelmente no país que escolheu para viver.

A mídia fala da desproporcionalidade da resposta de Israel, se utilizando de número de mortos! É essa moeda de troca: vidas!!!
Israel trocou 1027 prisioneiros palestinos por um único jovem: Gilad Shalit. 1027 vidas por uma vida!

Se todos os mísseis lançados por Israel tivessem atingido os seus alvos e milhares de civis israelenses tivessem morrido, devastando Israel a desproporcionalidade estaria correta? Bom: se tem milhares de mortos de um lado podem ter milhares de mortos do outro lado!

Então, chegamos à conclusão que os israelenses não deveriam ter interceptado os mísseis lançados! Essa é a lógica!!!!!!!!!!

Como também é lógico não achar correto Israel entrar com seus jovens por terra arriscando perder suas vidas para destruir os tuneis por onde passariam milhares de terroristas para matarem os judeus!

Ora, pela lógica da História deveríamos caminhar para nossas covas, nos enterrando nos túneis do Hamas.

Fomos acusados de, durante o nazismo, caminharmos tranquilamente para as nossas covas sem protestarmos.

Então, como protestar agora?

Temos que ficar parados esperando que nos exterminem do mundo!

E, se esperarmos o mundo para nos defender, com certeza repetirão a mesma atitude da época do nazismo: sabiam o que estava acontecendo, sabiam do mapa dos trens que levavam judeus que nem gado e nada fizeram.

Enquanto o mundo discute a estratégia de Israel em se defender para não ser exterminado do mapa, nesse exato momento estão sendo construídos mais tuneis para as covas de israelenses.

Se o Hamas, ou quer outro nome que vir a ser futuramente usado, usassem suas riquezas para fornecer educação, saúde e segurança aos cidadãos palestinos, certamente teríamos há muito tempo o tão desejado Estado Palestino e teríamos a tão desejada convivência pacífica entre Israel e a Palestina.

Mas esse não é o objetivo do terrorismo!

Enquanto Israel constrói abrigos para ataques aéreos para protegerem seus cidadãos, os terroristas do Hamas utilizam cidadãos civis para se protegerem!

Caminhamos para a cova tranquilamente uma vez.

Mas não haverá a segunda.

Hoje,  vivemos num país onde a nossa Presidenta com a sua atitude forneceu o aval para a onda de antissemitismo silencioso que sempre existiu no Brasil e que pudesse ecoar com toda a sua força nos lugares que se diziam menos preconceituosos do nosso país.

Já não estamos tão tranquilos. Saímos da nossa faixa de segurança para entrarmos na nossa faixa de Gaza.

Estamos sendo colocados em guetos.

Sinto dizer que para o judeu que vive no Brasil é bom se sentir na faixa de Gaza ou no gueto.

Quem sabe saindo da zona de conforto o judeu se lembre que é judeu?

Todos nós judeus podemos escolher ajudar as entidades dos países que vivemos.

Mas tem uma única que não podemos deixar de ajudar pois não se trata de uma entidade e sim da nossa mãe: somos todos filhos de Israel!

Como judeus da Diáspora a nossa contribuição efetiva é financeira.

Não adianta nos manifestarmos em redes sociais e nem boicotarmos aqueles que nos difamam. Achamos que estamos fazendo barulho?

Que vamos comover ou provar alguma coisa para alguém? As redes sociais servem para nossos desabafos onde me incluo. Serve para não nos sentirmos sozinhos, isolados.

Transformemos as redes sociais em efetivas correntes de socorro verdadeiro.

Temos que seguir o exemplo de Israel.

Ajudar a continuar a construir um país cujos maiores valores são saúde, educação e segurança. Proporcionar ao nosso povo imigrante uma vida digna! E numa mentalidade mais egoísta, ajudar a nossas próprias famílias que poderão vir a ser os imigrantes do futuro!

E para isso eles têm que contar com os judeus da Diáspora!

E nós temos que fazer a nossa parte!”

Am Israel Chai!