Nossa Campanha

Paulo Maltz: “participação e engajamento descompromissados com a vaidade”

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O atual presidente da FIERJ, Paulo Maltz, que tomou posse no último dia 7 de outubro, é dedicado às causas comunitárias desde muito cedo, a exemplo de sua mãe que trabalhava em campanhas em prol de instituições judaicas.

Tijucano, ocupou o seu primeiro cargo comunitário no Clube Monte Sinai, depois na FIERJ, no Grande Templo e na CONIB.

Após uma eleição bem concorrida onde conseguiu trazer os jovens para integrar parte de sua diretoria, Maltz acredita na força dos judeus da diáspora e dará ênfase no trabalho de hasbarah (divulgação positiva) e educação complementar.

. Você acaba de tomar posse como presidente da FIERJ. Qual será sua postura em relação à forte campanha anti Israel que vem sendo difundida na mídia, nas redes sociais e, até, em campanhas políticas?

– A campanha difamatória contra Israel é mundial e aqui, localmente, no Rio de Janeiro, seguiremos no trabalho de hasbarah e na área de educação para melhor informar e formar os jovens sobre a realidade de ser judeu e defender-se. Além disso, com patrocínios, retomaremos o programa de envio de formadores de opinião a Israel que ainda é a melhor forma de vender este produto. Tenho a ideia de reunir todos aqueles que já foram um dia a Israel sob o patrocínio oficial para dar um gás na retribuição com opiniões favoráveis à causa judaica.

. Como vê a responsabilidade dos judeus da diáspora em relação ao Estado de Israel?
– Todos, sem exceção, somos responsáveis pela existência do Estado de Israel. Cada um ajuda da sua forma. Pelo número expressivo de judeus na Diáspora podemos avaliar a dimensão do nosso papel. O Brasil faz parte desta Diáspora e é de suma importância a colaboração dos judeus brasileiros. A ajuda não é só através de doação, mas trabalho comunitário e engajamento na defesa das causas judaicas.

. Por que escolheu o Fundo Comunitário para apoiar?

– O Fundo Comunitário tem história anterior a existência do Estado de Israel e é uma Instituição que não precisa mais provar sua credibilidade. O trabalho desenvolvido e a ajuda que dá a Israel falam por si. Não só apoio, mas colaboro com o Fundo e suas obras.

. Fale um pouco sobre sua vida comunitária? Em quais instituições judaicas você participou e o que o levou a esta iniciativa?

– Trabalho comunitariamente desde 1999 quando convidado a integrar a Diretora do Monte Sinai pelo Roberto Stryger. De lá para cá participei da FIERJ como tesoureiro na gestão do Roberto, como Diretor Jurídico na gestão Osias e como Vice-Presidente na gestão Sarita. Fui presidente do Grande Templo por um mandato. Hoje integro a Diretoria da CONIB. Acredito que só participando e ajudando os seus, sem interesse, você pode realmente dizer que fez alguma coisa nessa vida.

. Como vê a atuação da comunidade judaica carioca em relação aos fatos que acontecem com os judeus em Israel e no resto do mundo?

– A Comunidade Carioca não difere das comunidades do resto do mundo, sempre preocupada com o que acontece em Israel. Ela acordou e vem participando ativamente no combate ao antisemitismo, quer aqui no Brasil, quer no resto do mundo.

. Qual é hoje a prioridade de nós judeus em relação ao fortalecimento da nossa comunidade?

– Participação. Engajamento. Ajuda descompromissada com a vaidade.

. Fale um pouco sobre seu trabalho profissional e áreas de atuação.

– Tenho uma banca de advocacia que atua nas áreas do Direito do Trabalho e do Consumidor.

. Fale sobre a sua família e a herança judaica que seus pais passaram para você.

– Filho de pais judeus, nasci e vivi na Tijuca por 44 anos. Assisti minha mãe sair em campanha para arrecadar fundos para a Escola e Clubes judaicos. Com isso aprendi que a vida comunitária é importante.