Nossa Campanha

Ir “Fundo” nos ideais comunitários

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Flavio Stanger (segundo à direita) entre dirigentes da comunidade judaica

 

O Engenheiro Flavio Stanger, 40 anos, participa do Fundo desde os 20 anos de idade e lembra com orgulho que começou a contribuir com o equivalente a R$ 50,00 por ano, além de captar mais como ativista.

A sua formação judaica inclui o colégio A. Liessin, o Clube Hebraica e o Movimento Juvenil Chazit, onde assumiu os primeiros cargos de liderança de sua vida. “Ali se plantou a semente de tzedaká a Israel. Fui conselheiro das sinagogas Beth El e CCI, da Fierj e do Chevra Kadsiha. Sou atual vice-presidente do Beit Lubavitch, fui do diretório de pais do A.Liessin, ajudo voluntariamente a Macabi Rio, sou presidente do Guemach, instituição criada em 2009 para fazer empréstimos sem juros para pessoas cadastradas na FIERJ, e sinto muito orgulho de ser voluntário deste novo projeto no âmbito comunitário. Estou sempre pronto para ajudar, mesmo com o tempo cada vez mais curto …”, diz Flavio, nosso convidado da semana na série de entrevistas “Perfil Comunitário”.

 . Qual é o seu sentimento em relação ao Estado de Israel?

-Israel é, e sempre será , a referência eterna dos judeus, aonde quer que estejam.  Antes de ser americano, russo, grego ou de qualquer outra nacionalidade, ele é judeu. Não há como pensar diferente. Qualquer  judeu deve acreditar nisso.  Sefaradi, ashquenazi, ortodoxo, reformista etc, não há quem não chore na primeira vez em que faz o Shemá Israel no Kotel.

 . Como vê a importância dos judeus da Diáspora em apoiar o Estado de Israel?

-A relação é simbiótica. Enquanto o funding vindo da diáspora é de importância vital para o desenvolvimento da sociedade israelense, os judeus da diáspora  contam  com um eixo comum onde todos sabem para aonde ir, caso haja novas perseguições. O Estado de Israel  subsidia judeus que não falam uma palavra de hebraico, como aconteceu com a aliá da Etiópia, Rússia e outros países. Israel tem um gasto militar extremamente alto para se defender. Todo esse dinheiro, se não fosse gasto para essas finalidades, faria de Israel o país com o maior superavit primário do planeta. No futuro, com certeza, o país irá sobreviver com os impostos locais. Mas achar que isso pode acontecer agora, é ingenuidade. E diga-se de passagem, que lá tudo funciona, o serviço publico é AAA, quase todo o povo é bilíngue, não há analfabetismo e nem hospitais caindo aos pedaços.

 . Quando e por que escolheu o Fundo Comunitário para apoiar?

-O trabalho do Fundo Comunitário é fantástico. Quando fazem campanhas específicas, conseguem mexer com o coração do judeu mais afastado. Eu estou muito gratificado de ver como minha contribuição ao Fundo gera benefícios tão significativos em Israel e aqui na nossa comunidade do Rio de Janeiro. Gostaria que tivéssemos mais alternativas no Brasil, para enviarmos nossas tzedakot a Israel sabendo que serão tão bem empregadas como são as direcionadas ao Fundo.

 . Como vê a participação da comunidade judaica carioca em relação aos eventos e ações em prol de Israel?

Acho que temos um problema grande que começou a ser direcionado de uns anos para cá. Os movimentos juvenis começam a plantar a semente sionista, as sinagogas ganharam muita força nos últimos 20 anos, temos o Hillel, a Macabi e o Bait trabalhando na faixa etária em que jovem se afasta. Acredito que estamos melhores do que há alguns anos. O que me preocupa ainda são os colégios, a concentração foi muito benéfica, a gestão está maravilhosa, mas a quantidade de alunos ainda é baixa percentualmente. O colégio é a porta de entrada do sionismo.