Nossa Campanha

Um dos 18 torcedores do América que também e apaixonado por Israel

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Julio Dahis é uma dessas pessoas que podemos chamar de “Boa Praça”. Um dos últimos torcedores do América Futebol Clube, cultiva amizades e a origem tijucana com muito orgulho. Sua impressionante trajetória profissional, reflete a determinação do empresário que, apesar de todas as dificuldades de Mercado , arregaçou as mangas, e junto com sua esposa Rose, levou a Enjoy a se tornar uma das maiores marcas de roupas femininas do país. É com a mesma paixão que dedica a sua empresa, que Julio fala de sua relação com o ativismo comunitário e com o Estado de Israel.

“Nasci numa casa judaica tijucana. Fiz o primário no Colégio Hertzlia e Ginásio e Científico, no Colégio Hebreu Brasileiro. Frequentei a Shomer da Tijuca por muitos anos e, principalmente, o Clube Monte Sinai, onde fui Diretor de Juventude, Diretor Social e Vice Presidente.

Meu avô, Marcos Lerner, foi um dos fundadores do Monte Sinai, que frequentei desde garoto. Meu pai, Saul Dahis, foi presidente do Clube, assim como meu sogro, Jose Apelbaum , o Joca, presidente por 10 anos. Foi lá que conheci a Rose, minha esposa há 32 anos, que estudou a vida toda no Colégio Scholem Aleichem, também na Tijuca.

Nos casamos no velho e querido “Monte” e por muitos anos o frequentamos quase diariamente, criando lá nossos filhos e usufruindo daquela vida comunitária maravilhosa, onde fizemos grandes amigos.

Meus filhos estudaram a vida toda em escolas judaicas, inicialmente no TTH, na Tijuca, e depois por muitos anos no Eliezer Max, em Laranjeiras.

Já fui a Israel inúmeras vezes, por crença sionista e por laços familiares. Acredito e apoio Israel para que seja um País forte, livre e com fronteiras reconhecidas.” 

. Como vê a importância de Israel para os judeus da Diáspora?

-Desde a independência do Estado de Israel, nós judeus da Diáspora, passamos a ter uma pátria alternativa. O Estado de Israel subsidia judeus que se mudam com suas famílias e que não falam uma palavra de hebraico, como os Olim Hadashim, principalmente os de Etiópia e Rússia, e precisam, então, de um forte suporte de boas vindas, com assistência integral.

Nós devemos ainda acreditar que se houver uma nova onda de antissemitismo mundial, teremos um país livre pra vivermos  e que nos receberá de braços abertos apenas pelo simples fato de sermos judeus, e que de uma certa forma poderá nos apoiar num recomeço de vida

A nossa responsabilidade, então, aumenta no sentido de ajudarmos agora judeus que não tenham condições econômicas e que precisam ir pra Israel, apoiando o país em todos seus projetos sociais, principalmente os voltados para absorção de imigrantes, crianças e jovens carentes, assistência a idosos e projetos voltados para a área de sustentabilidade, bem como os voltados para a segurança do Estado Judeu.

. Você tem família em Israel. Acredita que isso muda a relação com este país?

– Sem dúvida. Tenho duas irmãs que moram lá desde a juventude, casaram-se, constituíram família e, por este motivo, vou lá a cada dois anos visitá-las. Minha relação com Israel aprofundou-se de tal maneira, que tirei lá do fundo do baú meu aprendizado de hebraico do Colégio Hebreu Brasileiro, e tenho praticado com frequência a ponto de já conseguir manter um pequeno diálogo com os israelenses.

. Por que escolheu o Fundo Comunitário para apoiar?

– Compartilho da ideia de que se todo cidadão fizer a sua parte, se cada um doar um pouquinho, mínimo que seja, a soma será grande e de muita utilidade para quem recebe. O Fundo Comunitário é uma entidade arrecadadora, que direciona as doações recebidas para projetos de âmbito social nos quais acredito.

Também escolhi o Fundo, porque de certa maneira ele é o sucessor do ” Magbit”, organização sem fins lucrativos que coordenava e organizava a arrecadação de fundos para Israel, entidade na qual meu avô Marcos Lerner foi Presidente no Rio de Janeiro por muitos anos.

. Como tem visto a crescente onda de antissemitismo no mundo?

– Com muita preocupação por um lado e com ceticismo por outro. Se de certa forma, assusta a possibilidade dessa onda crescer a ponto de trazer graves consequência pra nós judeus. No Galut , me sinto seguro com a existência do estado de Israel, nação forte que transmite para o mundo, um sentimento de segurança institucional não permitindo que os judeus da diáspora, sofram na carne essa barbárie.

. Fale um pouco do seu trabalho e como transformou uma pequena confecção numa das marcas de moda mais conhecidas e bem sucedidas do nosso país?

-Bem, essa é uma longa história. Profissionalmente me formei em Odontologia e exerci minha profissão no consultório por longos 10 anos. Em 1988, eu e minha esposa Rose Dahis, minha parceira e sócia de vida e de trabalho, resolvemos abrir uma pequena loja em Vilar dos Teles, polo do Jeans naquela época. Com o passar do tempo o negócio prosperou, abrimos inicialmente lojas em Shoppings no Rio de Janeiro, para posteriormente abrimos lojas em muitas cidades brasileiras, chegando hoje a ter 60 lojas funcionando. Enfim, muita dedicação,  com 10% de inspiração e 90% de transpiração.

 . Como torcedor do América, gosta de grande desafios?

– Os desafios enfrentados é que fazem a evolução de qualquer espécie, de qualquer raça e de qualquer cultura. Não fossem eles, a vida seria muito chata, previsível, sem sal. Gosto deles, trazem adrenalina e me levam a andar pra frente, com objetivos claros a alcançar e com o foco concentrado.

Quanto ao América, ainda acredito que voltarei ao Maracanã, pra vê-lo  derrotar o Flamengo numa final de campeonato carioca por 4 x 0 . Esse desafio, é que me faz sonhar sempre com essa possibilidade. Será que conseguirei realizar esse sonho ?