Nossa Campanha

Um empresário apaixonado por ideias transformadoras

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fabioFabio Kaufmann

.Como você entende a responsabilidade dos judeus da diáspora em relação ao Estado de Israel?

-Estamos todos conectados. Não estou falando apenas da globalização material, mas da globalização sentimental. Estamos todos interligados e somos todos responsáveis. O Fundo Comunitário é uma maneira de nos conectarmos e estarmos plugados no que ocorre lá em Israel, em como podemos ajudar de uma maneira séria e através de programas de impacto que geram melhorias em diversos setores (educação, defesa, saúde…). As coisas boas e as coisas não tão boas de Israel são fruto de nossa energia e atitude. Para mim Israel é motivo de orgulho. Ser judeu e ver o que era a terra prometida há 66 anos e compará-la com  o que é hoje, um lugar incrível, onde se plantam sementes cheias de boas intenções todos os dias.

.Por que escolheu o Fundo Comunitário para apoiar?

-Conheço o trabalho do Fundo Comunitário desde criança. Lembro das reuniões promovidas pelos meus pais na minha casa ( ainda morava em São Paulo). Claro, não entendia muito do que tratavam, mas mesmo assim, meus pais me incentivavam a participar. Quando comecei a trabalhar e fiquei independente, um grande amigo convidou algumas pessoas em sua casa para participar de uma destas reuniões, da mesma forma como acontecia na casa dos meus pais (pensei chegou a minha vez de agir). Logo me veio à memória minhas lembranças de infância, encorajadas pelos meus pais.

Na reunião, na casa do meu amigo, encontrei pessoas que são para mim, exemplos de vida a serem seguidos. Por isso me interessei em apoiar o  Fundo Comunitário. No meu caso, apoiar o Fundo Comunitário está ligado, sem dúvida, a minha religiosidade e à minha história familiar.

.Fale um pouco sobre sua vida comunitária? Em quais instituições judaicas já participou e o que o levou a esta iniciativa?

-Tive a oportunidade recente de morar fora do Brasil por quase 5 anos. Um dia durante o trabalho recebi uma ligação de um amigão-irmão dizendo: “Fabio, vamos fazer um ONG ? Temos que fazer algo juntos. Temos criar algo de impacto” Confesso que no inicio achei a ideia lunática… Achava mais confortável contribuir financeiramente do que doar meu tempo e experiência. Respondi para ele naquela ligação: – “Ok! Mas você pensa nas ideias possíveis e vamos nos falando.”
Neste momento tinha certeza que não faríamos nada de sério. Um belo dia, meu amigo enviou um email, onde me apresentava a ideia que hoje é o Movimento Arredondar (www.arredondar.org.br). Tenho orgulho de ser conselheiro fundador deste movimento de alto impacto social e onde qualquer pessoa pode colaborar e se sentir bem .

Hoje valorizo muito as pessoas que não só doam recursos financeiros, mas doam também seu tempo, seus contatos e seus conhecimentos. Por causa do Arredondar montamos um Conselho. Ano passado, um dos nossos conselheiros na ONG me convidou para ir a Israel, uma viagem organizada pelo Fundo Comunitário para conhecermos empresas Start Ups, projetos voltados para tecnologia, e programas sociais desenvolvidos pelo Fundo Comunitário.

Fiquei impressionado com os intensos e impagáveis seis dias em Israel. Me impressionou, claro, como Israel leva a sério o tema Educação ( o qual muito prezo e acho fundamental para o Brasil ser um país melhor no futuro) . Quão profundos e transformadores são os projetos capitaneados pelo Fundo Comunitário em Israel. Tive a oportunidade de participar de uma aula de hebraico para judeus etíopes, recém chegados a Israel. Chorei de emoção. Arrepia de orgulho. Algo que jamais esquecerei.

Colaborar com causas assim é uma honra para nós judeus. Outro dia conversando com uma shlichá, falei: -“Você deve se orgulhar muito do seu trabalho. Oferecer às pessoas a possibilidade de ajudar Israel através desses projetos”.  As pessoas devem se sentir orgulhosas.

.Como vê a atuação da comunidade judaica carioca em relação aos fatos que acontecem com os judeus em Israel e no resto do mundo?

 -Vejo a comunidade judaica carioca bem organizada. Há instituições com foco e de extrema importância. Pessoas muito competentes, envolvidas e dedicadas.

Acredito que a comunidade judaica presta um bom exemplo de como é importante ajudarmos a melhoramos o Rio de Janeiro, o Brasil, deixando um lugar melhor para nossos filhos e netos.

.Qual é a prioridade de nós judeus em relação ao fortalecimento da nossa comunidade?

-Este é um momento especial que estamos vivendo em relação a Israel. Estamos vivendo um bombardeio ( não só de bombas) , mas como tenho visto opiniões e manifestações de governos, inclusive o brasileiro, contra o Estado de Israel (o mais comum deles é  criticar a desproporcionalidade dos ataques) . Estamos hoje com um medo mais real de antissemitismo e isto é muito preocupante. Assisti a um vídeo enviado por um amigo que mostrava a comunidade palestina de São Paulo, se reunindo em Higienópolis e um de seus representantes falando em um megafone que os três garotos que foram mortos pelo Hamas, na verdade, tinham sofrido um acidente de carro. Um absurdo sem tamanho. A questão aqui é a mentira. O marketing palestino é melhor que o nosso. Nós da comunidade devemos sempre manter a verdade com lucidez e estarmos sempre unidos. Buscando dar o exemplo e nos orgulhar de nossas atitudes. Assim nos fortalecemos.

 
.Fale sobre a sua formação profissional

-Quando eu era criança meu pai tinha uma empresa em Barueri (zona oeste da Grande São Paulo). Nas férias ia la trabalhar e dirigir empilhadeira. Meu pai sempre me levava para reuniões e algumas viagens de trabalho. Um dia, pensei… Ué que negócio é esse de produtos financeiros? Me perguntei: “Como será que um banco funciona ?”

Comecei como trainee em um banco de atacado. Tive duas oportunidades de trabalhar fora do Brasil. Fiquei 7 anos fora do país. Tive experiências em alguns bancos de investimentos e fui amadurecendo a maneira de como gostaria de implantar meu negócio de maneira holística. Dando máxima importância ao serviço prestado, à transparência e o perfil de cada cliente. Queria fazer uma empresa que ajudasse pessoas  a tomarem suas decisões de investimento sem conflito de interesse, independente.

Nasceu a FK Invest. Uma empresa de gestão e consultoria no mercado financeiro

.Qual é a herança judaica que seus pais passaram para você e que você pretende passar para os seus filhos

-Nasci em São Paulo e meus avós vieram da Alemanha para o Brasil. Tive a sorte de conviver  e aprender muito com eles que foram muito importantes para mim. Sempre frequentamos à sinagoga.

Minha esposa Priscilla sempre estudou em colégio judaico e frequentou a comunidade do Rio de Janeiro.  Eu nasci e morei em SP até meus 25 anos de idade. Comecei a frequentar o Rio de Janeiro porque conheci minha esposa. Tenho orgulho dos meus amigos cariocas. Não é fácil recomeçar a vida em uma cidade onde você não conhece ninguém. Por isso a comunidade do Rio, a família de minha esposa e seus amigos foram extremamente acolhedores. … Sou muito grato a todos.

Tenho dois filhos ( um de 5 anos e outro de 2 anos) e já fazemos shabat em casa, comemos Chalá, rezamos e eles até pedem vinho (no caso deles, suco de uva). Nunca imaginei que aprenderia tanto com eles. Ter filhos é incrível. O mais velho faz aula de história judaica. Pergunta bastante e em breve, espero poder  realizar o sonho de viajarmos os quatro para Israel. Le dor va dor...