Nossa Campanha

Valores judaicos que inspiram o bem

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ruth

Apresentação no Fórum Urbano Mundial

Quem conversa com Ruth Jurberg fica impressionado. Sua doçura e serenidade não revelam a mulher que há sete anos coordena o PAC – Programa de Aceleração do Crescimento nas favelas do Rio de Janeiro – nas comunidades de Manguinhos, Alemão, Rocinha, Santa Marta, Pavão-Pavãozinho e Cantagalo, Tijuca, Lins, Jacarezinho e Mangueira.

 Ex-aluna do Colégio Eliezer Steinberg, Ruth teve uma formação judaica não tradicionalista, mas que, segundo ela,  a manteve fiel e cumpridora da tradição judaica. Com certeza, foram os  valores judaicos que a levaram, desde muito cedo, a ter certeza de que queria trabalhar em prol da melhoria de vida da população mais carente. A arquitetura e urbanismo, carreira que abraçou há 30 anos, foi a estrada escolhida para transformar sonhos em realidades.

” Meus valores judaicos me levaram desde cedo a querer trabalhar em prol da melhoria de vida da população mais carente”

 .Como se sente em relação a Israel? Acredita que os judeus na diáspora devem ter algum comprometimento com Israel?

 Acho que Israel é a casa do povo judeu. Já estive em Israel em três diferentes ocasiões e sempre me emociono ao pisar no solo israelense e ver o desenvolvimento do país a cada ano. Sim, todo o povo judeu, independentemente de viver ou não em Israel deve ter compromissos com o país e seu povo.

 . Por que escolheu o Fundo Comunitário para apoiar?

 Porque acredito na proposta do Fundo como uma Organização séria e que apoia projetos importantes e que fazem a diferença para o país.

 . O que acredita ser fundamental para estabelecer uma conexão direta entre a comunidade judaica brasileira e o povo israelense?

 Divulgar sempre as ações que estão sendo realizadas, bem como buscar sensibilizar a juventude no Brasil sobre os projetos que estão sendo desenvolvidos e de que forma os jovens possam ser inseridos em programas e parcerias com Israel. Acho que os movimentos judaicos no Brasil assim como o Hilel prestam um trabalho super bacana de incentivo aos jovens brasileiros a participar mais nos assuntos da própria comunidade.

 . Como vê a importância do trabalho voluntários nas instituições judaicas?

 Acho válido qualquer trabalho voluntário que visa a inclusão social e a busca por melhoria da qualidade de vida de um modo amplo das pessoas. Neste sentido, várias iniciativas são louváveis como a participação de jovens e de mulheres em projetos da Wizo, do Lar dos Idosos, bem como outros projetos de voluntariado voltados para a comunidade judaica, dos movimentos judaicos e também dos projetos de voluntariado realizados pelas sinagogas.

 . Fale um pouco sobre você e outras atividades que desenvolve.

 – Eu estudei toda minha vida em escola judaica – Eliezer Steinberg – e lá fiz muitos amigos que tenho contato até hoje. Tive uma educação judaica não tradicionalista, mas que cumpre e respeita a religião. Frequento semanalmente a sinagoga no Shabat e busco respeitar as festividades judaicas e tradições, sem ser radical. Também quis dar uma educação judaica a minha filha, que seguiu o mesmo caminho e estudou no Eliezer até o ensino médio.

Sou arquiteta e urbanista  de profissão e ha 30 anos decidi trabalhar na minha área mas voltada a melhorar a vida da população mais pobre. Com isso foquei meu trabalho nas favelas do Rio de Janeiro.

Já fui professora universitária, estudei fora do Brasil, em cursos de pós graduação e mestrado no Japão e na Holanda.

Há 7 anos coordeno o PAC- Programa de Aceleração do Crescimento nas favelas do Rio de Janeiro ( Manguinhos, Alemão, Rocinha, Santa Marta, Pavão-Pavãozinho e Cantagalo, Tijuca, Lins, Jacarezinho e Mangueira). Buscamos trabalhar em conjunto com a população destas comunidades, trazendo melhorias não somente em termos de obras mas de valorização do cidadão, da vida em geral e procurando trabalhar com capacitação, inserção no mercado de trabalho, oportunidades de melhoria da renda e também projetos com jovens e crianças.

Ao todo são cerca de 350 mil moradores nestas áreas. Sinto esta minha atividade não como um trabalho mas sim uma missão de vida. Faço com o coração.

 .Tem algum projeto ou sugestão de trabalho em prol das instituições judaicas?

 Acredito ser importante buscarmos valorizar cada vez mais a história do povo judeu e da nossa comunidade no Rio de Janeiro. Neste sentido entendo que se poderiam buscar projetos culturais e artísticos  que busquem ampliar esta valorização da história que precisa ser mais divulgada. Quem sabe filmes, documentários? É preciso pensar mais.

Se você também se sente inspirado pelo  judaísmo para fazer o bem, entre em contato com o Fundo Comunitário RJ para conhecer os diversos programas em prol das pessoas que precisam do seu apoio.

Por e-mail: fc@fcrj.org.br ou pelo telefone: 2255-4045

Vejam aqui as outras entrevistas feitas com ativistas e colaboradores do Fundo Comunitário RJ

Gisela Shenker

Flavio Stanger

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Claudia Cytrymbaum Chor